À noite todos
os bares são iguais
Neuróticos caleidoscópios.
Em volta das mesas,
movimento.
Incontáveis
garrafas de cerveja
Que levam à
incontida urina
No banheiro
fétido
O velho espelho
à espera do
batom.
E em seguida
nova investida
em outro
solitário olhar.
À noite, todos
os bares são iguais
Epidêmicos e
paranoicos.
Quebra-cabeças de gente
Em busca de
se encaixar.
Adiante um
belo
vestido
negro
À caça de um
blazer marinho
Olhares
furtivos
Novos
motivos
Para se
achegar.
Ali ao lado, um relógio casado
Se envolve
com
um xale
indiano solteiro
e debaixo da
mesa,
Um all star
Com jeito de
não estar
Seduz o scarpin dourado
Que se deixa tocar
Na mesa vizinha,
O guardanapo de papel
Manda recado
E adiante a
coca cola
Brinda com a
tulipa de chopp
Enquanto o vinho branco
Enrubece de
tesão
Um cigarro
beija os lábios
Da fêmea no
cio
Enquanto o
macho ao lado
Esquece a
angustia
Com uísque
on the rocks.
Logo mais, a ordem se
Inverte
E o caleidoscópio humano
Se embaralha
Para uma
nova caça.
À noite
todos os gatos são pardos
E todos os
bares são parcos
Lugares de
se encontrar.
E o
caleidoscópio continua a girar
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